Complicado é esse descaso do governo com a segurança publica.
Fazem vista grossa e não gostam de cobranças.
A população por sua vez também faz vista grossa com o descaso do governo e cobra dos policiais honestidade, eficiência, eficácia. Sem preparo, incentivo e remuneração JUSTA... nunca teremos boa qualidade na segurança publica.
"Para magistrado, peça de sindicatos tinha o objetivo de criar pânico na população paulista"
"SÃO PAULO - O governo de São Paulo conseguiu barrar na Justiça a veiculação de uma peça publicitária elaborada em conjunto por nove associações e sindicatos de policiais civis do Estado. A categoria está em campanha salarial desde o mês passado e planejava exibir na terça-feira, 5, no intervalo do Jornal Nacional, da Rede Globo, um vídeo de 34 segundos sobre o tema. A liminar em favor da Procuradoria-Geral do Estado foi concedida pelo desembargador Ricardo Dip, do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.Em seu despacho, o magistrado acatou a tese do procurador-geral, Marcos Fábio de Oliveira Nusdeo, de que a peça "extrapola os limites do direito à informação e livre manifestação, objetivando causar pânico à população". Nas imagens, quatro atores vestidos como policiais civis batem à porta de um gabinete com a inscrição "governador", clamando por uma audiência. "Governador, queremos falar dos salários, os mais baixos do País", diz uma atriz. "Governador, precisamos falar sobre a segurança da população", diz outro ator.A Associação dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo (Adpesp) já recorreu da decisão. "É uma censura. Nem a ditadura militar fez isso", protestou o delegado Sérgio Roque, presidente da Adpesp. "Não queremos apenas melhores salários. Nossa proposta é de uma completa reestruturação da Polícia Civil, mas o governador, mal assessorado, não quer nos ouvir." A inserção no Jornal Nacional custaria R$ 150 mil às associações de classe.Os policiais planejam entrar em greve a partir do dia 13. A categoria quer aposentadoria especial e o direito de eleger o delegado-geral. A principal reivindicação, porém, é salarial. Os delegados paulistas têm uma das mais baixas remunerações do País (R$ 4.247), atrás apenas de Minas, Bahia e Pará."
"Policiais civis de SP iniciam greve em todo o Estado"
"SÃO PAULO - Os policiais civis do Estado de São Paulo iniciaram oficialmente, às 8h da manhã de hoje, uma greve por tempo indeterminado. A categoria, formada por cerca 35 mil policiais civis, exige participação nos estudos do projeto de reestruturação da Polícia Civil, cumprimento da data-base, transformação de vencimentos em subsídios, valorização das carreiras policiais civis, com aumentos salariais que variam 58% a 200%, aposentadoria especial, plano de carreira viável, fixação de carga horária semanal, entre outros pontos.Segundo a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), um delegado em início de carreira recebe hoje R$ 3.708, incluindo gratificações, enquanto que o mesmo cargo em Brasília chegaria a R$ 10.000 e, no Mato Grosso, a R$ 8.000. Um investigador em início de carreira tem salário de R$ 1.757. Os policiais afirmam que não têm reajustes significativos nos salários há 13 anos e que a defasagem chega a 200%.O governo do Estado diz concordar em discutir uma reestruturação das carreiras, o que provocaria um aumento imediato para os policiais, mas com índices bem menores. Na noite de ontem, a Justiça determinou a manutenção de 80% do efetivo. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública se diz "otimista" sobre as negociações e apela para o "bom senso" dos policiais. Na tarde de ontem, no entanto, não houve sucesso na negociação feita pela Secretaria de Gestão Pública com o sindicato dos delegados. "
"Greve de policiais tem 90% de adesão, diz associação"
"SÃO PAULO - A greve por tempo indeterminado iniciada nesta quarta-feira, 13, pelos
policiais civis do Estado de São Paulo teve adesão de 90% dos agentes, segundo informações da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (
ADPESP). Os grevistas continuam trabalhando, segundo a associação, mas estão atendendo apenas casos graves, como flagrantes e homicídios, seguindo orientações de uma Cartilha da Greve distribuída pela ADPESP.
Veja também:
Policiais civis de SP iniciam greve em todo o Estado hojeDe acordo com balanço da associação, diversas cidades do interior do Estado aderiram à greve, assim como seis das oito seccionais da cidade de São Paulo. Já a secretaria de Segurança Pública (SSP) discorda da informação e afirma que todas as seccionais da capital estão com atendimento normal, desde a troca de turno, por volta das 8 horas. A categoria, formada por cerca 35 mil policiais civis, exige participação nos estudos do projeto de reestruturação da Polícia Civil, cumprimento da data-base, transformação de vencimentos em subsídios, valorização das carreiras policiais civis, com aumentos salariais que variam 58% a 200%, aposentadoria especial, plano de carreira viável e fixação de carga horária semanal, entre outros pontos.
Gestão pública:
A Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo divulgou, na manhã desta quarta, uma nota oficial sobre a greve na Polícia Civil. O comunicado afirma que as reivindicações apresentadas pelos policiais civis são "irrealistas e impertinentes".
Sobre a eleição do delegado geral, a nota da secretaria diz que a medida é "além de inconstitucional, é inadmissível, inegociável e impertinente". Além disso, a nota nega que os policiais estão sem reajuste há quase 15 anos: "Todas as carreiras da polícia civil tiveram ganho real nesse período. O menor salário do investigador subiu de R$ 444,64 para R$ 1.757,82, um aumento real de 57,79%. Somente no ano passado, a atual gestão concedeu um aumento de até 23,43% para 125 mil policiais civis, militares e técnicos científicos de todo o Estado, por meio de lei aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo Governador José Serra".
Segundo a secretaria, o "Governo segue no firme propósito de continuar a negociar com as entidades e espera que a greve não seja deflagrada"."